Análise | Assassin’s Creed: Revelations
O quarto jogo da série Assassin’s Creed, Assassin’s Creed: Revelations, finalmente foi lançado, colocando um ponto final na história de Ezio Alditore, personagem principal da série desde Assassin’s Creed II.

- Assassin’s Creed: Revelations (PlayStation 3, Xbox 360, Windows)
- Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
- Publicadora: Ubisoft
- Lançamento: 15 de novembro de 2011
O jogo começa exatamente onde Assassin’s Creed: Brotherhood terminou. Desmond Miles está em um “coma” profundo, preso dentro de sua própria mente, graças aos acontecimentos do final do último jogo. Para conseguir se libertar, ele precisará reunir uma série de informações de seus ancestrais, ou seja, Ezio Alditore e Altaïr, acessando as memórias presas em sua própria mente, seu próprio DNA, e depois separá-las de suas verdadeiras memórias.
Os assassinos colocaram a mente de Desmond dentro de um local seguro do Animus, que também permite acesso às suas memórias. Entretanto, neste jogo o “mundo real” é ainda mais surreal do que as memórias de Desmond. Não existe mundo lá fora, você está preso dentro de sua mente, ligada a um sistema e por este motivo o ambiente é futurista e fora do comum.

O jogo segue um padrão interessante, o ciclo dos sonhos. Desmond está em coma preso dentro de sua própria mente, de lá ele acessará as memórias de Ezio que por sua vez acessará as memórias de Altaïr. Este último ciclo acontece porque Ezio viajará para Constantinopla onde buscará cinco chaves deixadas por Altaïr, que abrirão a biblioteca onde seus segredos estão guardados.
A trama pode parecer um pouco confusa, mas a história é muito bem desenvolvida e os jogadores que já jogaram os jogos anteriores da série irão compreender o que está acontecendo. Entretanto, Assassin’s Creed: Revelations relembrará, em diversos momentos, acontecimentos do primeiro jogo da série, Assassin’s Creed, onde Altaïr era o personagem principal. Este jogo não fez tanto sucesso na época e muitos jogadores pularam diretamente para Assassin’s Creed II.
A minha recomendação é que você jogue o primeiro Assassin’s Creed (incluso gratuitamente no Blu-Ray de Assassin’s Creed: Revelations) antes de jogar o último capítulo de Ezio, a história fará muito mais sentido. Seguindo o meu conselho, quando você assumir o papel de Altaïr, compreenderá porque ele está tomando determinadas atitudes e como estas atitudes estão ligadas a Ezio e a Desmond, simplesmente fantástico.
O jogo possui duas mudanças drásticas, a primeira é que Assassin’s Creed: Revelations é um jogo de assassinos seniors. Diferente de todos os outros jogos, tanto Ezio quanto Altaïr estão mais velhos e com aparência totalmente diferente. Enquanto o primeiro ficará assim durante toda a história, o segundo envelhecerá cada vez mais e aos poucos perderá suas habilidades de corrida, escalada, ataques, etc. A segunda é a mudança de cidade para Constantinopla, que veio em ótima hora para a série. Depois de dois jogos na Itália, temos um ambiente completamente diferente, com arquitetura diferente, costumes diferentes, roupas diferentes e idioma diferente. Ou seja, finalmente parece que estamos jogando um novo jogo.

E com uma nova cidade, teremos novos personagens como Yusuf Tazim, o líder dos assasinos locais, que estará presente em boa parte de sua jornada em busca das chaves de Altaïr; e Sofia Sartor, uma jovem italiana colecionadora da livros, que o ajudará a solucionar diversos enigmas do jogo. Enquanto Sofia ajuda Ezio a achar a localização das chaves, Ezio está interessado mesmo é em suas curvas.
No meio desta caçada, Ezio ainda irá se misturar com a briga familiar entre o Príncipe Ahmet e de seu irmão Selim pelo sultonato. Ezio apoiará um deles e realizará diversas missões que influenciarão toda a história do jogo, envolvendo Yusuf e Sofia.
Conforme o desenvolver da história, você terá oportunidades de acessar as memórias de Altaïr e nelas você controlará o personagem principal do primeiro jogo da série. Como dito anteriormente, a cada nova memória de Altaïr, uma revelação é feita, que fará todo o sentido para a história e para Ezio. No final, o jogador se sentirá extremamente satisfeito com o desfecho da história de Ezio, as respostas apresentadas no jogo e como Altaïr foi introduzido na história, tornando-o o melhor jogo da série. O jogo ainda conta com uma série de “extras” que farão você continuar jogando mesmo depois de terminar a história, como caçar 100 fragmentos do Animus, restaurar todos os estabelecimentos da cidade e enviar seus assassinos aliados para missões ao redor da Europa.
Enquanto a história e o cenário evoluiram, muita coisa continuou igual. A jogabilidade, por exemplo, continua extremamente parecida com os jogos anteriores. A Ubisoft fez questão de aprimorar os movimentos dos personagens – principalmente quando Altaïr está mais velho –, adicionar novos itens ao jogo como o gacho, introduzir um novo “mini-game” para defesa dos esconderijos assasinos e até colocou uma inovadora visão em primeira pessoa nas missões de Desmond. Mas estas mudanças apenas adicionam pequenos detalhes à jogabilidade, não tornando-a diferente. Mas vale lembrar que em nenhum momento isto é um ponto negativo, a série é bastante solidificada e depois de três jogos de sucesso, a produtora não teria motivos para mudar a forma de se jogar.

A imagem acima não foi selecionada ao acaso, a escolhi porque ela consegue representar bem o ambiente do jogo que tem como principal destaque o idioma. Talvez era apenas eu, mas eu não aguentava mais ver a italianada falando, os nomes dos lugares em italiano, os personagens italiamos e o sotaque carregado de Ezio.
O sotaque de Ezio ainda continua, mas todo o resto mudou. Os personagens locais agoram possuem um outro sotaque quando falam ingles e a grande maioria fala turco, as placas de estabeleciomentos agora estão em turco – ou seja, você não entenderá nada do que está escrito – e a “tecnologia” turca também está presente no jogo. A primeira delas é o gancho, que Yusuf dá de presente a Ezio, outra delas são as bombas, que possuem um sistema muito interessante de criação, utilizando materiais coletados pelo jogo.
Outro ponto interessante, para nós brasileiros, é que Assassin’s Creed: Revelations possui legendas em nosso idioma. A Ubisoft não fez a burrada de dublar os personagens que estamos acostumados a 5 anos, mas mesmo assim mostrou que está de olho no mercado nacional. Quem tem dificuldade com inglês poderá curtir muito melhor a história do jogo.

E para completar, Assassin’s Creed: Revelations ainda possui um modo multiplayer que dará mais longevidade ao jogo. A Ubisoft conseguiu evoluir bastante o modo multiplayer adicionando diversas novas formas de jogo – que inclui até um modo de história onde você aprenderá mais sobre Templários modernos, melhorando os menus e a forma de acessar uma sala e permitindo maiores customizações aos personagens. Apesar de Assassin’s Creed ser uma série muito focada em sua história, já podemos considerar que o jogo possui um ótimo modo multiplayer que prenderá muitos jogadores.
Assassin’s Creed: Revelations é o melhor jogo da série Assassin’s Creed. Além de trazer todas as melhorias dos jogos passados, ele ainda adiciona diversas novidades, possui uma história mais interessante, uma nova localização, uma integração com as histórias passadas, respostas para a maioria de nossa perguntas, um multiplayer mais consolidado e um final excelente.
Mas Assassin’s Creed: Revelations não é fantástico por culpa da própria produtora. O estilo da série está saturado graças a grande quantidade de jogos lançados nos últimos anos e por mais fanático que você seja, como eu sou, terá a sensação de déjà vu em dezenas de momentos durante o jogo.
A minha expectativa é que com o fim do ciclo de vida de Ezio Alditore a Ubisoft possa criar um novo jogo não apenas mais uma continuação com um novo personagem. Nos resta esperar para ver!

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Ótima análise Gus.
Disse tudo que eu senti até o momento no jogo. Sem dúvida alguma é o melhor jogo da série!! ^^
Sabemos que em 2012 o jogo terá como protagonista o Desmond e que eles prometeram dar um tempo na série depois disso. Provavelmente o desfecho de AC III dará o gancho para a "nova" série de Assassin's.
É esperarmos pra ver!!!
Com certeza o Desmond será o protagonista e não acredito que teremos outro personagem. O final do Revelations deixa isso muito claro.
Espero que depois do AC III a Ubisoft esqueça da série, para guardar o nome e a qualidade.
Concordo plenamente com sua análise, é mais um jogão da série, mas fica a sensação de que falta algo para que AC possar ser digno de concorrer a GOTY por exemplo!
Muito bom Gus, mas só poderei comprar anoi q vem =/
realmente parece muiti melhor que o Brotherhood
Então pode ter certeza absoluta que é melhor Narutão!!
Bem, espero que não tenha tantos troféus online quanto o Brotherhood
E tambem espero que supere as expectativas.
Eu fiquei sabendo de uma nova Luva de Metal no jogo *o*
Bem, espero que não tenha tantos troféus online quanto o Brotherhood
E tambem espero superar as expectativas =D
eu fiquei sabendo de uma nova luva de metal ai @-@
Aproveitando aqui, se alguem quiser me ajudar nos troféus online, me adiciona lá.
KkshiMS
Xará,
Fui arrebatado pela história de Assassin's Creed. A série é intrigante e o enredo cinematográfico realmente faz com que você queira jogar direto.
Comecei com o primeiro, emendei o segundo e estou em Brotherhood. Encomendei a edição de colecionador de Revelations e não vejo a hora de iniciar esta etapa na vida de Desmond, Ezio e Altair.
Apesar do que você disse, estou no aguardo do próximo jogo em 2012, principalmente por saber que o próximo local pode ser o Egito.
Parabéns pelo review!
Sobre o próximo local, provavelmente não será nenhuma cidade no passado. O jogo do próximo ano deve ter o Desmond apenas, e jogado nos dias de hoje.
boa se for jogado nos dias d hj é uma puta inovação pra série.
Apesar de ser muito fã de assassins creed, na minha opinião o melhor de todos foi o primeiro. Realmente revolucionário o jogo. Foi muito bem apresentado o conflito de religiões tendo como cenário uma região que é motivo de disputa até hoje. Surpreendente no II foi o reboot na história e a inserção de novos fatos históricos e personagens. No Brotherhood gostei só do online, pois a história foi repetitiva e por vezes até chata. Ainda vou jogar o Revelations, mas não agora.
Muito boa análise. Terminei o jogo essa madrugada, agora, resta esperar o desfecho na série no ano que vem, em um Assassin's Creed: Desmond.
Abraço.
Boa análise, o meu jogo chega hoje
Como sou fã tenho a certeza que vou gostar, mas concordo quando disseste que está na hora de mudarem de personagem de história quem sabe até de jogo.
Ainda estou jogando o II, jogão.
Quero conhecer melhor essa série.
Acham que vale a pena adquirir o Revelations sem mesmo ter jogado nenhum outro game anterior da série?
Rafael, leia a análise que vc irá descobrir!
Caracas, ótimo review… meu game chega essa semana…
Deu até vontade de começar a jogar desde o AC1 só pra ter a história fresquinha na memória rsrs… Jogaço!!!
Se o primeiro AC tivesse troféus, eu jogaria novamente. Não que eu ligue para troféus, mas seria uma ajuda.. Ainda mais que ele não tem multiplayer, daria pra platinar facinho!
impossivel acreditar q vc não ligue pra trofeus dpois do q vc escreveu agora.
Não aguento mais esperar o meu. Comprei quando ainda estava em pre-venda no ponto frio e com isso fazem hj 24 dias uteis e a previsao de entrega é para sexta dia 2. tomara que chegue no praso….rs.
Comprei o meu pelo Wallmart e eles despacharam hoje, a previsao de entrega tambem era para o dia 02, eu tenho qse ctz q chega ate antes se bobear….
Ótima análise Gus!! xD
Gosto muito da série, mas só joguei o 1 e o 2 até agora. rs.. Meu brotherhood está esperando na prateleira… e este eu vou comprar sem dúvidas, mas não agora!
Como não vejo mais a nota, so li o texto, esta de parabens, otima analise
a SERIE vai saturar pelo fato de todo ano sair um, Diferente de Call of duty que tem o mesmo problema
Call talvez não sature pelo tempo de jogo que é menor, ja AC pela longa duração, pela historia confusa
e pelo mesmisse deve cansar ao longo do tempo.
[...] Fonte: Gamegeneration [...]
AC Brotherhood pra mim foi um DLC de luxo. Assassin’s Creed: Revelations sim, é um novo jogo, estou me divertindo muito com ele.Gus disse tudo. (E quem nunca nunca morreu na hora de subir um muro e ele deu aquele chutinho escroto e voltou.)
Realmente esse probleminha é ridiculo.
aquele chutinho escroto?…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk não consigo parar de rir.
Bela análise Gus, esse está na minha lista de próximos jogos. Tomara que os troféus sejam mais fáceis do que os de Brotherhood.
Achei o jogo otimo, estou na metade, sempre gostei de todos os AC, achei que podiam ter melhorado o sistama de esqualagem, tava subindo em uma torre e do nada o ezio pula para um monte de feno
Caracas, excelente analise Gus, agora estou aguardando o meu MW3, U3 e AC:Revelations…, vlw Gus, essa analise ajudou muito para alimentar a minha vontade de jogar, aah e add lá galera, Ehrensga
Acabei de pegar esse jogão pra PC e to gostando muito. Como ja disseram esse sim parece ser um novo jogo e não um DLC como foi o Brotherhood
Só discordo do Gus na parte que ele falou sobre a Italia, gosto muito do idioma, o pais é muito bonito, e a coisa mais incrivel por eu ser um fanzaço da serie, foi qndo eu estava em firenze e me dei conta que estava na ponte vecchia, exatamente no lugar onde começa o Assassins 2, aquilo foi de arrepiar…. Mas o resto do review, é bem o q eu espero do jogo, Assassins creed pra mim é obrigaçao…. menos online, pq nao curto….. Parabens pelo Review.
concordo numa coisa…o online…eu ainda não tenho o brotherhood então não pude jogar online mais joguei a beta do revelations e não creio q é o tipo de online q t prende….seria mt melhor eles não fazer online e prolongar o single.
mt bom o review…vou pegar esse e o brotherhood no começo do ano q vem.
Eu queria saber como colocar outro idioma no assassin's creed revelations… o meu tah em um idioma estranho…
Obrigado!
è um ótimo jogo em tanto a meio de tantos jogos lançados é destaque vale a pena telo