Coluna do Azedo: o mercado de usados

O mercado de usados
É pessoal, o final da semana passada foi bem conturbado no lado negro da força. Notícias de jailbreak do PS3, pirataria iminente e rumores sobre um suposto “passe online” agitaram os grandes portais da internet, inclusive o Game Generation. Diante de todos estes acontecimentos, achei prudente debater com vocês um assunto que está diretamente ligado a tudo isso, que é o mercado de usados, cuja força foi comprovada durante todos estes anos de existência do PS3.
Felizmente para uns e infelizmente para outros (não entrarei nesse assunto), a proteção anti-pirata do PS3 forçou todos os proprietários do console a mudarem um hábito criado lá atrás, com o primeiro PlayStation, que era a compra massiva de jogos piratas. Confesso que de início, foi difícil gastar 120, 150 reais em um jogo de videogame, sendo que antes os torrents por aí me economizavam uns trocados. Pois bem, aos poucos todos nós fomos aprendendo a conviver com a compra de jogos originais para nosso querido PS3 e com isso um novo ciclo ia sendo moldado, que era a compra e venda de jogos usados. Orkut, MSN, fóruns e outros meios iam ajudando o gamer a realizar suas compras e vendas de jogos, formando um mercado informal e que aos poucos ia despertando o interesse do varejo.
Há alguns anos fiz uma visita aos Estados Unidos e como todo gamer turista, não pude deixar de visitar a famosa rede de lojas GameStop. Tirando o fato que eu parecia uma criança, ficando maravilhado com todos os acessórios e itens que a loja oferecia, um outro fato me chamou a atenção, que era uma prateleira cheia de jogos com uma etiqueta “Used” colada na caixa. De fato era uma prateleira contendo apenas jogos usados, sendo que muitos deles eram lançamentos recentes, com preços que me tentavam muito. Para mim, aquilo era um conceito novo, um novo mercado que o varejo estava aprendendo a explorar.
Aqui no Brasil, pouquísismas lojas se interessavam nesse mercado de usado, apenas lojas de menor porte, como as da Santa Ifigênia, compravam jogos usados para revender posteriormente. Porém, com o passar dos anos, o mercado de usados ganhou força e finalmente pudemos observar o surgimento de novas lojas que tivessem o interesse nesse mercado. Em São Paulo, por exemplo, a loja Mundo dos Games ganhou notoriedade, apresentando um conceito bastante simples, baseado na troca de jogos. Você oferece um jogo, que possui preço fixado, e escolhe um outro na troca. Dependendo de sua escolha, um adicional deve ser pago.
Pois é, mas nem tudo são mil maravilhas. Nem todo mundo gostou do crescimento desse mercado de usados. Os mais insatisfeitos, sem sombra de dúvidas, foram as produtoras de jogos, dentre elas a EA Games, THQ e Ubisoft. Notícias iam pipocando pela internet, relatando a insatisfação das produtoras que deixavam de lucrar com a venda de jogos usados, já que ela tirava em teoria a venda de um jogo novo. Foi então, meus amigos, que a EA Games parece ter encontrado a fórmula secreta para lucrar uns trocados com isso tudo, que consistia no cadastro de um código, único para cada disco, que liberava a modalidade online do jogo. Sendo assim, se o código já tivesse sido utilizado, um outro deveria ser comprado se o jogo fosse comprado de segunda mão, com preço sugerido de USD 9,99. Pois é, a moda pegou…
Após a implementação deste sistema nos jogos da EA Games, THQ e Ubisoft seguiram o mesmo caminho e já começaram a utilizar os códigos em seus títulos recentes. Obviamente, a medida não tem agradado os gamers, que agora terão que arcar com mais este custo imposto. Não obstante, a Sony parece apoiar a ideia das produtoras, que infelizmente ia se tornar regra para todos jogos.
Gostaria de saber sua opinião sobre este assunto. É justo que as produtoras lucrem com a venda de jogos usados? Não seria o caso delas investirem mais no conteúdo pós-lançamento para evitar que o jogo seja revendido? Dê sua opinião.
Abraço a todos.
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Eu acho justa a medida, eles devem lucrar de alguma forma com a venda de usados, mas acho 10 dólares um absurdo!!!! Sai mais caro a soma de jogo usado+10 dólares do que um jogo novo…..em alguns casos……
O idela era algo na faixa de 3 dólares….no máximo 5 dólares….assim fica bom para os 2 lados!!
Mas eles lucram, só que de maneira indireta. A revenda de usados traz várias vantagens:
1) Ajuda a popularizar franquias, aumentando a base de jogadores;
2) Quem vende usado está sempre adquirindo jogos novos, pois possui um fluxo de caixa maior;
3) Quem compra usado acaba conhecendo uma variedade maior de títulos, e torna-se um consumidor em potencial, aumentando as chances dele comprar um novo lançamento (como uma continuação de um usado que ele gostou muito);
O que estas produtoras não estão enxergando é que, ao coibir a venda de usados, haverá uma queda na venda de novos também. Se o João compra o jogo X novo, e um mês depois o vende para a Maria, existe uma grande probabilidade do João utilizar o dinheiro da venda para comprar o jogo Y (também novo).
Agora neste novo cenário imposto pelas produtoras, o João, como não vai conseguir vender o jogo X, também não comprará o jogo Y.
As produtoras deveriam é INCENTIVAR a venda de usados. Jogo parado na estante é menos dinheiro no bolso do jogador, menos dinheiro no bolso do jogador é menos dinheiro gasto com games.
Desculpe-me mas você parte do princípio que o comprador do jogo novo não conseguirá vender o jogo depois de usado, mas não acredito que essa medida acabará com o mercado de usados, apenas irá mexer com o valor praticado.
Acho isso uma puta falta de sacanagem. A maioria dos meus jogos são a base de troca, agora vou te que pagar mais pra jogar on.
Ainda bem que agora to comprando na Shopto por um preço bem bacana, mas qnd for passar o game, vai dar uma desvalorizada.
Em tempo, boa coluna Azedo.
desculpe-me, mas… "falta" de sacanagem? Acho que você quiz dizer que é uma sacanagem e uma falta de vergonha na cara.
É um abuso por parte das produtoras de games, e eu questiono a legalidade dessa cobrança adicional.
Revenda de usados é uma das bases da economia. Temos mercado de usados para os mais variados itens, desde veículos e imóveis até eletrodomésticos e roupas. O mercado de usados é importante pois mantêm a economia girando. Imagine se os fabricantes de automóveis começarem a exigir uma cobrança adicional pela revenda de carros usados.
- Quer comprar um carro usado da marca X? Tudo bem. Mas você vai ter que pagar Y pra adquirir um novo conjunto de chaves, caso contrário não poderá utilizá-lo.
Eu compreendo a importância de coibir a revenda de algumas categorias de software (como sistemas operacionais, por exemplo). Mas games são itens de entretenimento. Eu os coloco na mesma categoria de filmes e músicas.
Eu acredito que deva existir algum dispositivo legal que impeça este tipo de abuso.
Eu acredito piamente que o mercado americano não vai tolerar esse tipo de atitude por parte das software-houses e essa prática tenderá a ser proibida.
Acho o mercado de usados extremamente saudável e ao meu ver, as empresas cobrarem um extra para que o segundo jogador do mesmo jogo possa jogar online é um absurdo. É a pura cara de pau de quem quer só lucrar e não pensa na vida útil de um jogo! Ninguem compra todos os jogos para guardar todos pra sempre! Todo mundo acaba revendendo e ter que pagar mais caro pra jogar online ao meu ver é ridiculo. Mas nós jogaodres não temos outra opção a não ser acatar ou boicotar algum jogo.
Concordo com o Gus, PS2 lucrou com jogos X1 também, essa geração tbm vem vendendo muito bem mas parece que os caras sempre querem mais e mais… é 10 doletas pra jogar online, é X reais pra jogar por tempo limitado, é fróids!
Vale lembrar que os jogos já estão mais caros nesta geração, exatamente 10 dólares acima da geração anterior.
Quanto ao texto achei muito bom, a galera do Gamegen tá realmente levando a sério esse lance de colunista. Eu só discordo quanto aos preços dos jogos usados na Gamestop. Acho que eles são muito caros para o jogo ser usado. Da última vez que fui para os EUA a diferença entre lançamentos usados e novos era de apenas U$ 5,00. Acho isso muito pouco. Vantagem era comprar jogos usados de PS2, que estavam custando U$ 5,00 e foi assim que comprei vários para o meu falecido PS3 que rodava PS2. rs
Zoro, acho que depende muito da GameStop que vc vai. Em NY eu num achei nada de interessante, mas já em Orlando, tinham jogos bons com preço de quase 16 dólares. Não eram mega-lançamentos, mas jogos com uns 3 ou 4 meses de mercado já.
o custo de programação e direitos autorais aumentou muito nesse periodo. acho q isso tudo acabará se o ps3 seguir o modelo do steam
Achei que ao comprar o jogo estava pagando o valor que o vendedor acha justo de vender. Se eu revendo ou dou o jogo para a outra pessoa a empresa não tem mais nada a ver com isso, pois eu adquiri um produto e ele passou a ser meu.
Fazendo dessa forma, o que me parece é que não sou dono por completo do produto que me apropriei, tenho direito a parte desse produto, pois não poderei fazer o que quiser com ele.
Espero que se isso passar a ser de costume que na propagando do produto eles falem tudo isso para evitar problemas.
Mas quando compramos o jogo, apenas adquirimos a licença de uso e o material em si, como nos sotwares para computador. Então, nas verdade, não passamos a ser proprietários do jogo, mas sim temos a licença para utilizá-lo, ou seja, o jogo não é nosso, apenas pagamos para utilizá-lo da forma que queremos.
Mas revender ou alugar não faz parte da licença de uso. Nestes casos, a licença é diferenciada, assim como quando compramos a licença do office para mais de uma máquina ou a licença para estudante (que não pode ser usada na empresa).
Ia falar exatamente isso.
Só que o conceito de licença era usado com os jogos de PC, até onde eu sei, os de console não (e acho que oficialmente, ainda não são).
Não fui pesquisar a fundo, mas a princípio a classificação deveria ser a mesma, já que as naturezas fática e jurídica dos jogos para consoles são as mesmas dos jogos para PC, pelo que não deveriam ser tratados de forma diversa.
Mas então não seria necessário um EULA nos jogos de console também? Mesmo hoje, somente os com componente online tem, e só ao usar a parte online.
Realmente, não compramos o jogo (isso implicaria em ser proprietário do código-fonte dele, o que não é verdade). Nós somos donos da mídia (no caso dos discos) e da licença (tanto em mídia quanto por download). Mas mesmo sendo dono da licença, posso abdicar da mesma (ao parar de utilizar o software) e revendê-la. Isso não constitui pirataria, pois o jogo continua sendo usado de forma legal, com mídia original, em console não hackeado.
Acho "justo" a empresa cobrar o pass em um jogo já usado, uma vez que ela disponibiliza um servidor "free" para a jogatina online, entra naquele negócio de "pessoal e intransferível"…rs entendo que cobram por um serviço que já estava embutido no preço final do produto… mas poderia ser um pouco mais barato… (tudo que estiver entre aspas é subjetivo, ironico, concordo discordando) o GameGen anda polemico… xD
O game nada mais é do que um software, ou seja, quando compramos o jogo, compramos a licença de uso, assim como fazemos ao comprar um sistema operacional ou qualquer outro software para o computador.
Logo, o jogo não é nosso, apenas a licença de uso. O mercado de música e filmes funciona da mesma forma. As vídeo locadoras compram cópias especiais para poderem alugar, ou seja, enquanto você compra um dvd nas lojas por R$ 40,00, a locadora paga de R$ 120,00 a R% 150,00 no mesmo DVD.
Isso ocorre justamente para equilibrar a balança.
Com os games funciona da mesma forma. A empresa concedeu a licença de uso para você e não a propriedade sobre o jogo, que continua sendo dela.
Essa coluna, de certa forma, tem ligação com a anterior sobre distribuição digital de games. A solução encontrada pela EA de cobrar pelo modo on line não é definitiva e nem infalível, pois muitos dos jogos são off line.
A solução será a distribuição digital. Ou alguém já conseguiu vender o jogo quando comprado pela PSN?
No caso específico da PSN nós conseguimos compartilhar. Não sei como funciona na concorrência e no PC, mas acredito que não dê nem pra vender nem pra compartilhar.
Logo, não entendo muito a reclamação dos usuários, pois quando tudo for distribuído digitalmente, não existirá mercado de usados.
Quero deixar claro que sou totalmente favorável ao mercado de usados, aliás, como já escrevi anteriormente, sou fui frequentador assíduo de sebos e sempre negocio jogos usados, mas não acho errada a atitude das produtoras, é apenas uma forma de equilibrar o mercado. Ao final, o mercado de usados também se adaptará à essa nova realidade.
Pior é a ideia da Actvision de querer cobrar, além do valor do jogo, também pelo modo on line, inclusive de quem comprou o jogo novo, podendo ser até mesmo mensal. Ridículo.
Absurdo também é o lançamento de DLC na data do lançamento do jogo. Quer dizer que o conteúdo já estava pronto, não colocaram no disco para fazer mais dinheiro, ou seja, querem nos fazer crer que o jogo tá muito barato para ser completo, então cobram mais pelo que poderia estar no disco. Por isso quase não compro DLC, só aqueles que realmente acrescentam algo novo depois de um tempo (ex. Burnout, Dragon Age)
matou a pau Nino… Estou assinando em baixo tudo que vc escreveu aqui!!! a respeito de DLCs no dia do lançamento, o Mafia II foi lançado e já tinha uma DLC disponivel, rídiculo!!! eu fico revoltado com DLCs, sei que já estão no BD e vc paga para destravar, seria bom se fosse destravado simplesmente jogando…
Na verdade a primeira solução da EA era justamente para jogos offline, o project 10 dollars (que na verdade custa 15). São DLCs gratuitos pra quem compra o jogo novo, mas pago para os usados. O VIP do BBC2 é um bom exemplo, e melhor executado do que, por exemplo, Dragon Age. Claro que distribuição digital é uma solução bem mais definitiva.
Eu ainda estou no muro sobre isso. Porque entendo o lado das produtoras. Na verdade elas não estão nem aí pras nossas trocar de usados, essa de usuário pra usuário é peixe pequeno. O grande problema é a gamestop. Falei outro dia que o mercado de usados rende muito mais do que novos pra GS, mas é mais que isso. Ontem li que a GS simplesmente não sobreviveria mais sem os usados.
E o sistema de usados da GS é muito ruim pra produtora. Como dito acima, um jogo já aparece como usado no lançamento, às vezes com diferença de $5. E ela favorece a trocar um usado por outro, mas pagando pouco pelo seu usado, cobrando caro pelo que você vai levar, e te fazendo pagar a diferença. Do jeito que nós trocamos, até podemos estimular a compra de um novo, com o dinheiro da venda do usado, mas na GS, não.
QUANTO À COMPARAÇÃO AOS CARROS USADOS: é difícil comparar com outro mercado tão diferente. Mas é curioso escolher esse, dizendo que é equivalente à montadora ganhar diretamente com a venda de um carro usado. Curioso, porque se não me engano, nos EUA… isso acontece.
Perfeita a colocação sobre a GameStop.
Concordo com você Azevedo, acredito que com o conteúdo extras muitos gamers deixariam de vender seus jogos ou pelo menos ficariam mais tempo com eles. Agora, o Henrique tem razão, se fosse pelo menos uns 5 dólares no máximo, não afetaria tanto assim o mercado dos usados e também ambos os lados ficariam satisfeitos.
Putz logo agora que estava gostando de jogar on-line, e estava pensando em pegar um jogos usados lamentável.
Na minha opinião acho 10 dólares um preço abusivo já que as pessoas que compram os jogos usados acabam comprado Add-On na psn.. Como o Henrique falou acima acho preco justo seria de 3 a 5 dólares
Então pessoal, não deixei muito claro minha opinião na coluna, mas acho que o melhor dos mundos seria um preço mais em conta, como já sugerido aqui. Não acho justo cobrar mais que 10% no valor de um código pra jogar online, como estão fazendo hoje e ainda acho que a mídia física não pode acabar.
Pegando um gancho no que o Nino falou, sim, essa coluna tem a ver com a da semana passada e na semana que vem, abordarei outro assunto relacionado a este tb.
Abraço a todos e obrigado pelo feedback
É injusto cobrar $10. O que vai acontecer é que os jogos usados irão perder seu valor para compensar com a compra do passe online.
Então se eu emprestar um jogo para um amigo, ele terá que gastar 10 doletas para poder jogar online??
Alguém saberia me responder isso?
Exato
a não ser que você não jogue online pro seu amigo jogar…kkkkk
pow
daki uns dias vão querer que a conta de Luz tenha uma porcentagem pra eles também…..
Ei Sony, Vai toma no Cú!!!!
Claro que ele terá que pagar, vc não fez contrato de emprestimo junto à desenvolvedora do jogo e com seu amigo, tudo protocolado em 3 vias, assinadas e reconhecido firma… hauhuahuahuaha
Madruga, olha os modos rapaz… esse negocio de mandar a Sony plantar cajú tá com nada… não é a Sony que está cobrando e sim as desenvolvedoras dos games… presta atenção…
aheuauehuahe O cara ta indignado.
valeu Leo_Collino era uma dúvida meio besta mesmo. Mas acho isso sacanagem parece que as desenvolvedoras dos games estão sempre morrendo de fome.
Caso você compre o Battlefield 1943 (somente através de download) você conseguirá emprestá-lo ao seu amigo? Por que seria diferente com o disco?
Infelizmente, esse será o futuro e a fórmula mais fácil de coibir o mercado de usados, o que eu lamento muito.
Sorte que eu não compro jogo usado
A melhor forma de combater este abuso seria boicotar as produtoras que adotarem este modelo de cobrança, e prestigiar as que respeitam seus consumidores.
Mas isso é algo muito improvável de acontecer. Haja visto o fiasco de MW2 no PC. Deram um belo tapa na cara dos gamers, e mesmo assim vendeu horrores.
Como não compro usados e nem vendo os meus, não serei afetado pela medida, porém se houver adoção em massa deste "game pass", a longo prazo todo o mercado sairá prejudicado.
Claro que o modelo de distribuição digital pode anular todo este debate. Eu mesmo sou adepto da distribuição digital no PC há anos (via Steam), não por falta de opção, mas porquê a Valve presta um serviço extraordinário.
A questão de espaço no disco rígido pode complicar um pouco, ainda não tive coragem ainda de trocar o HD do meu PS3.
Porém, há outra questão a ser considerada. Enquanto a Valve oferece um serviço de primeira via Steam e seus jogos, pode-se dizer o oposto quando se trata de outras produtora. Team Fortress 2, lançado em 2007, recebe atualizações gratuitas e significativas até hoje, o que confere um valor agregado ao Steam e seus jogos que simplesmente não existe em nenhum outro lugar.
Enquanto a Valve incentiva a fidelidade, fazendo por merecer o prestígio de seus fãs, outras, como a Ubisoft, inventam medidas draconianas e antipáticas para "amarrar" seus jogadores. Ubisoft está simplesmente riscada da minha lista há tempos (não comprei nada dela depois do primeiro AC), e continuará assim até mudar sua postura. Outras podem seguir pelo mesmo caminho.
Mal posso esperar pra ver quais tipos de abuso vão querer nos submeter se o modelo de distribuição digital engrenar pra valer nos consoles.
Taí um cara que merece +1, pelo simples fato de conhecer os fatos e ser racional.
Amigo tb ia te dar +1 mas a budega do mouse deu uma escorregada e o click foi no menos… Considere-se então com dois pontos a mais…
Hehehe, está tudo bem, obrigado!
Sou contra isso totalmente, pode ser que em países desenvolvidos que tem o custo dos jogos media de 5% do salário as pessoas nem reclame tanto, nós aqui no Brasil só vai se F., uma coisa que não acho que vai acontecer, pelo menos no brasil é o preço do usado cair, já vou pagar caro pelo jogo não vou vender mais barato só porque a pessoa que comprar vai ter de pagar $10 pra jogar online.
Não compro usado, pois os jogos que me interessam +/- eu pego emprestado com algum amigo… B)
Dá na mesma: as produtoras não sabem se o disco que está no seu PS3 é seu ou do seu amigo. Colocou o disco, o código já foi usado, já era: vai ter que pagar pra usar online.
É só colocar o código em uma nova conta de psn e passar a conta para o amigo :p
Eu compro usado, mas ainda não me deparei com esses que requerem código. Como isso funciona na PSN do Brasil que ainda não tem loja? Não deve rolar né…
Tem que comprar de outra PSN -- desde o código não seja como o DLC de MAG, que não tem download, apenas ativação na conta. Até onde sei, esses DLCs só podem ser comprados na conta que vai utilizar.
E se eu pegar emprestado um jogo de uma amigo e emprestar o meu ele vai ter que pagar 10 doletas pra jogar e eu tb vou ter que pagar 10 doletas.
só queria deixar aqui minha opnião às empresas que estão cobrando esse abusurdo.
VCS ESTÃO LOUCOS ???
obrigado
Isso é um total abuso de poder.
Eu já dei esse exemplo antes, mas repito aqui: imagine que eu tenha um carro e resolva vendê-lo. Aí vem a montadora e me cobra um percentual, já que ela não está lucrando com a minha venda. Achou absurdo? Pois é mesmo.
O que as produtoras gastam quando alguém revende um jogo dela? NADA! Não há um novo disco, uma nova capa, um novo livreto de instruções… absolutamente nada que custe a eles! Se ela não gasta nada, porque raios ela deveria lucrar?
Não há, sequer, a possibilidade de se dizer que haverá mais usuários utilizando os servidores da produtora, porque, se alguém vende um jogo, logo não mais o usa, então o que está acontecendo é a substituição de um usuário por outro.
Só espero que nos EUA haja algum tipo de código de defesa do consumidor para barrar esse tipo de abuso. Não aceito que se cobre um centavo a mais por uma coisa que já não pertence à produtora.
O que espero que aconteça é um boicote aos produtos dessas empresas mercenárias.
Como disse acima, no exemplo do carro usado, se não me engano, é assim que funciona nos EUA. Não com usuário final, claro -- como eles iriam regular? -- mas provavelmente seria com lojas de carros usados.
No japao o mercado de jogos usados e bem forte,pois os japs compram um jogo no lancamento e o fulano fecha o jogo em uma semana e depois vai na loja e ja vende,ganhando 90% do valor do jogo novo,entao na verdade o cara ta apenas alugando o jogo por uma certa quantia,e a loja revende o jogo novamente sabe la quantas vezes,na verdade ninguem ve essa grana,so a loja que ta comercializando o jogo.boa parte dos jogos aqui no japao vem com algun folhetinho dentro da capa com um codigo para voce baixar conteudo gratuito na psn,so que quando voce compra o usado ja era conteudo extra,pois o primeiro que pegou o jogo ja usou.entao minha opiniao e que as produtoras aumentassem esse conteudo extra,que so vem com o jogo lacrado,para incentivar os usuarios a comprarem jogos novos,visto que na maioria dos casos a diferenca de preco entre um usado e um novo nao chega a ser gritante.mas quando eu digo conteudo extra a mais,digo conteudo que valha a pena.
Essa ideia é até bacana… e esse mercado de usado que tem lá fora é muito legal mesmo, dessa maneira mesmo que o cara não tenha muita grana da pra continuar zerando diferentes jogos em uma boa velocidade.
Essa a idéia do project 10 dollars (que na verdade custa 15) da EA, que originou o online pass: jogo novo vem com um DLC, uma vez usado o código, o jogo usado tem que pagar se quiser o DLC.
Digamos que essa forma de fidelização do gamer é muito mais acessível e simpática, mas não coíbe o mercado de usados.
Ouvi dizer que estavam querendo proibir o mercado de usados no Japão há alguns anos atrás, justamente devido aos prejuízos sofridos pelas softhouses japonesas.
Acho que era verdade essa proibicao,e ate um amigo meu comentou antes do lancamento do ps3 que ele viria com um sistema que ao ser inserido o disco no aparelho,esse criaria um vinculo com o cd atraves de codigos e entao esse cd nao rodaria em outro aparelho ou seja voce morreria com esse jogo na mao sem poder passar para ninguem,mas eu acho que a sony desistiu da ideia.
acho q a galera ja disse tudo!
sicario e nino principalmente.
ficarei apenas na leitura desta vez!
Primeiramente parabéns pela coluna Azedo, e em segundo lugar, parabéns pelas colocações Nino e Ashton, achei muito boa as argumentações de vocês. Não tenho muito o que dizer sobre a idéia de querer cobrar para poder jogar online. De um lado sou a favor dos jogos usados, mas por outro não tiro a razão das empresas.
O que eu acho mais ridículo é que parte das empresas que estão apoiando o jogo justo para abaixar os impostos são as mesma que criam uma coisa como esta para dificultar mais a vida dos usuários sabendo que o custo dos jogos aqui ja são altos… la em casa somos 3 vamos ter que comprar o jogo e mais 2 passes.. são atitudes como estas que incentivam a pirataria….. a sony invés de criar coisas como esta devia se preocupar mais com a qualidade dos games, ela quer incentivar o usuário a comprar um jogo novo sendo que alguns saem com a qualidade inferior o do concorrente sendo que seu produto tem o mesmo potencial e algumas vantagens além no caso o bluray..
Se ao menos o jogo fosse vinculado exclusivamente ao console, você não teria que comprar passes extras para cada conta do seu PS3. Mas fazer o vinculo pelo ID é muita canalhice.
Estou começando a acreditar que a solução do online pass vai ser mesmo cobrar um pouco menos do que é atualmente praticado. Acho que ninguém choraria muito se tivesse que pagar U$ 5, que, pelo visto, é a média da diferença entre o preço do novo e o usado na GS.
Mas ao vincular ao console, ocorre o outro problema citado, talvez até pior: e se der problema naquele console?
Estou começando a acreditar que a solução do online pass vai ser mesmo cobrar um pouco menos do que é atualmente praticado. Acho que ninguém choraria muito se tivesse que pagar U$ 5, que, pelo visto, é a média da diferença entre o preço do novo e o usado na GS.
Compartilho o pensamento do Will. Sicario e Nino apavoraram!
B)
Parabéns Azedume!
acho que 5 dólares seria justo… não vejo problema nisso também não… preferia que não fosse assim, mas no capitalismo o capital é o objetivo.
Parabéns azedo, bela coluna